Desemprego cresce e renda não consegue acompanhar inflação
Com o crescimento do desemprego, a massa de rendimento real efetivo da população caiu
A taxa de desemprego cresceu em julho e a renda não conseguiu acompanhar a alta da inflação. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) coletados nas seis principais regiões metropolitanas do País, a taxa de desemprego ficou em 8,1% em julho, ante 7,8% em junho. O resultado veio acima do teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (7,60% a 7,90%). A mediana era de 7,80%.
O gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, disse que o aumento na taxa de desemprego de julho não surpreende. Ele argumenta que não houve variação estatisticamente significativa na taxa, que ficou "estável" em julho ante junho. Segundo ele, "pode ter havido uma melhora tão forte no mercado de trabalho no primeiro semestre que agora as contratações estão mais tímidas".
Ainda de acordo com Azeredo, serão necessários pelo menos mais dois meses "para entender esse resultado". Ele afirmou que, se houver uma alteração significativa para cima na taxa em agosto, aí sim o mercado poderá estar configurando um quadro de piora. "Agora há um quadro de estabilidade", disse.
Azeredo afirmou que ainda não é possível afirmar que a inflação e os juros tenham tido efeito no mercado de trabalho em julho. "A gente não sabe se a inflação ou o aumento dos juros já estão afetando o mercado de trabalho, precisamos de mais alguns meses para analisar isso de forma mais efetiva", disse ele, que está concedendo entrevista sobre a pesquisa.
Renda não acompanha inflação
Já a renda média real dos trabalhadores ficou em R$ 1.224,40, com variação de 0,1% em julho ante junho e de 3,0% na comparação com julho do ano passado. Ou seja, a renda do brasileiro cresceu abaixo da variação da inflação. Para se ter uma idéia, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - usado como referência para a meta de inflação - registra alta de 6,37% em 12 meses acumulados até julho.
Os números do IBGE mostram ainda que o número de pessoas ocupadas nas seis principais regiões metropolitanas do País somou 21,668 milhões em julho, com queda de 0,3% ante junho e aumento de 4,0% na comparação com julho do ano passado. O número de desocupados (sem trabalho e procurando emprego) somou 1,908 milhão, com aumento de 3,4% ante junho e queda de 12,3% ante julho de 2007.
A ocupação com carteira assinada caiu 0,4% em julho ante junho e subiu 7,8% na comparação com igual mês do ano passado. A ocupação sem carteira aumentou nas duas bases de comparação: 3,1% ante o mês anterior e 4,1% ante julho de 2007.
Massa de rendimentos cai
Com o crescimento do desemprego, a massa de rendimento real efetivo da população ocupada nas seis principais regiões metropolitanas do País foi estimada em R$ 26,5 bilhões em junho - o dado é sempre relativo ao mês anterior ao de referência da pesquisa mensal de emprego. A massa de renda real caiu 0.6%, em junho, ante maio, e aumentou 8,2% na comparação com junho do ano passado
Fonte:OEstadão-
Consumidores brasileiros gastam mais pela internet
Pesquisa da consultoria e-bit mostrou que o tíquete médio aumentou 9,5% do primeiro semestre de 2007 para os primeiros seis meses deste ano.
Os consumidores brasileiros gastaram, em média, R$ 324 por cada compra feita em sites de e-commerce no primeiro semestre deste ano. Esse tíquete médio é 9,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando ficou em R$ 296 por operação. Os dados são de pesquisa semestral realizada pela consultoria e-bit.
Com o aumento do gasto por pessoa, o faturamento geral do comércio eletrônico brasileiro também cresceu. Segundo o relatório do e-bit, nos primeiros seis meses de 2008, o e-commerce gerou R$ 3,8 bilhões, 45% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado.
O aumento do número de usuários conectados à internet e as facilidades de pagamento, com os valores divididos em várias prestações, contribuíram para o crescimento. Entre janeiro e junho, 11,5 milhões de pessoas fizeram compras online, o que representa um crescimento de 42%. Os produtos mais vendidos continuam sendo, pela ordem, livros, produtos de informática, de higiene e beleza e eletrônicos. Do total de consumidores online, 37% realizaram mais de quatro compras no semestre e 86% mostraram-se satisfeitos com os serviços.
Como acontece no varejo de tijolo e cimento, a classe C também começa a comprar mais pelos sites de e-commerce. O e-bit mostrou que os internautas com salário de até R$ 3 mil correspondiam a 38% dos e-consumidores em 2001. Esse número saltou para 46% na primeira metade de 2008. Já as pessoas com renda familiar de até 1 mil reais representavam, em 2001, 6% das vendas. Agora são 8%.
Fonte. Globo.Com-Katia Militeloe
Prévia do IGP-M aponta deflação de 0,12%, menor índice desde 2006
O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) registrou deflação de 0,12% na segunda leitura prévia deste mês, contra inflação de 1,79% um mês antes. Foi o menor índice nessa comparação desde a de abril de 2006, quando houve deflação de 0,50%. No ano, o índice acumula alta de 8,58% e, nos 12 meses até agosto, a alta acumulada é de 13,87%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
A metodologia aplicada na apuração do IGP-M é a mesma do IGP-10 e do IGP-DI --usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel--, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. A segunda estimativa do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.
Entenda a diferença entre os principais índices de inflação
O IPA (Índice de Preços por Atacado) recuou 0,44% na segunda prévia de agosto, contra alta de 2,28% um mês antes. A taxa de variação dos Bens Finais recuou de 0,55% para 0,49%. A maior contribuição para a desaceleração veio do subgrupo alimentos processados (de 1,87% para 0,93%). O índice de Bens Intermediários desacelerou, de 2,50% em julho para 1,26% em agosto. O destaque foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura (de 2,37% para 1,08%).
O grupo Matérias-Primas Brutas passou de alta de 3,89% para deflação de 3,80%, com a desaceleração dos itens soja em grão (10,08% para -11,23%), milho em grão (12,43% para -8,93%) e bovinos (7,46% para -0,76%). Já os itens arroz em casca (-5,00% para -0,22%), cana-de-açúcar (-2,13% para 1,07%) e laranja (-7,97% para 5,85%) tiveram alta.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,21% na leitura apresentada hoje, ante 0,54% em igual período de julho. O destaque foi o grupo Alimentação, cujos preços passaram de alta de 1,27% em julho para deflação de 0,34% em agosto. Os preços de carnes bovinas (5,87% para -0,41%), hortaliças e legumes (-0,79% para -5,03%), arroz e feijão (4,99% para -0,67%) e laticínios (1,13% para -0,73%) tiveram desaceleração.
Também caíram os preços nos grupos Educação, Leitura e Recreação (0,27% para 0,03%), Transportes (0,16% para 0,08%), Vestuário (-0,10% para -0,14%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,55% para 0,52%). Com destaque para os itens excursão e tour (3,89% para -0,24%), gás natural veicular (4,47% para 3,00%), roupas (0,16% para -0,27%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,78% para 0,59%).
Os grupos Habitação (0,23% para 0,74%) e Despesas Diversas (0,22% para 0,54%) registraram alta, com destaque para tarifa de telefone fixo residencial (0,00% para 2,33%) e mensalidade para TV por assinatura (0,26% para 1,14%).
O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) teve ligeira variação para baixo, ficando em 1,32%, ante 1,34% na segunda estimativa de julho. O índice relativo a Materiais e Serviços avançou de 1,55%, na apuração de julho, para 2,18%, em agosto. O índice que capta o custo da Mão-de-Obra desacelerou para 0,35% neste mês, ante 1,11% em julho.
Market Analysis apresenta ranking de Responsabilidade Social 2008
Pesquisa revela opinião dos consumidores sobre atuação das companhias em sustentabilidade. Petrobrás é considerada a melhor pelo 3º ano consecutivo.
A Market Analysis, instituto de pesquisa de mercado e opinião pública, apresenta os resultados do levantamento que aponta as dez melhores e piores companhias em Responsabilidade Social atuantes no país. Entre as mais bem avaliadas estão Petrobrás (19,8%), Coca-Cola (4,8%) e Vale do Rio Doce (3,8%). Bradesco, Votorantim, Natura, Fiat, Sadia e Azaléia também compõem este grupo. Os dados fazem parte do Monitor de Responsabilidade Social 2008, estudo realizado anualmente pela empresa no Brasil.
Entre as empresas classificadas negativamente, a Parmalat lidera com 10,6%, seguida pela Souza Cruz (5,8%) e Telemar (5,3%). Mac Donald´s, Telefônica, Petrobrás, Vale do Rio Doce e AE Cedae dividem o 4º lugar (1,9%) do ranking. Para traçar os resultados o instituto ouviu 805 pessoas nas principais capitais brasileiras.
Segundo Fabián Echegaray, diretor da Market Analysis, o estudo reforça a preocupação dos brasileiros com o tema e a atenção dada aos fatores que envolvam o ramo de atuação das empresas. Tanto a Petrobrás como a Vale do Rio Doce são citadas nos rankings de melhores e piores. "Esta duplicidade reflete tanto a aceitação dos investimentos massivos em ações sociais e de marketing, tidos como muito relevantes por alguns consumidores, como também a percepção crítica de outros consumidores sobre a natureza intrinsecamente questionável dos negócios destas empresas, ligados à poluição e deteriorização do meio ambiente", alerta Echegaray.
Outro exemplo que clareia esta percepção é a posição da Parmalat, que atualmente ocupa o topo do ranking das piores empresas em responsabilidade social. A empresa teve sua imagem abalada após a denúncia sobre o uso de soda cáustica no leite fornecido por algumas cooperativas, no segundo semestre de 2007, evidenciando a preocupação e atenção do brasileiro quanto à maneira como são tratados os negócios das empresas.
"A maior atenção da mídia, não apenas na maneira como as empresas distribuem parte dos seus ganhos, mas também como elas geram suas receitas torna o consumidor brasileiro cada vez mais atento e exigente diante do mundo corporativo", aponta Echegaray. "Ele reage rapidamente às informações que circulam sobre as empresas e - neste sentido - reputação e valor de mercado das empresas podem crescer rapidamente, como cair no abismo com a mesma velocidade", conclui.
Fonte: hsm.com.br
Após maior taxa em cinco anos, IGP-10 cai forte em agosto
Indicador ficou em 0,38% no mês.
Preços por atacado foram principal influência de queda
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou forte recuo em agosto, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (18) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador variou 0,38% no mês, ante 2,00% em julho – a maior taxa desde fevereiro de 2003.
Conheça as diferenças entre os principais índices de inflação
O resultado do indicador sofreu forte influência dos preços por atacado, que variaram 0,25% em agosto, ante 2,54% na pesquisa anterior. No corte por origem, os produtos agropecuários tiveram deflação de 1,98% no período, depois de subir 4,66% na pesquisa anterior. A taxa dos produtos industriais também recuou, passando de 1,71% para 1,13%.
Nos estágios da produção, os bens finais registraram redução em sua taxa de variação, que passou de 0,66%, em julho, para 0,44%, em agosto. contribuiu em especial para a desaceleração o subgrupo alimentos processados, que teve sua taxa reduzida de 1,69% para 0,69%. o índice relativo a bens finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 0,46%. no mês anterior, a taxa foi de 0,58%.
IPC e INPC
A inflação também recuou para o consumidor na passagem de julho para agosto, variando 0,36%, ante 0,65% na pesquisa anterior. Dos sete grupos componentes do índice, três apresentaram decréscimos em suas taxas de variação, com destaque para alimentação (1,56% para 0,13%). Nesta classe de despesa, apresentaram recuos em suas taxas de variação, entre outros, os itens carnes bovinas (de 7,48% para 1,15%), arroz e feijão (de 9,42% para -0,18%) e hortaliças e legumes (de -1,42% para -3,61%).
Contribuíram também para a desaceleração do IPC-10 os grupos: vestuário (de 0,15% para -0,51%) e educação, leitura e recreação (de 0,23% para 0,11%).
Em contrapartida, os grupos habitação (de 0,30% para 0,77%), despesas diversas (de 0,33% para 0,46%), transportes (de 0,11% para 0,19%) e saúde e cuidados pessoais (0,56% para 0,57%) apresentaram acréscimos em suas taxas de variação. Os destaques de alta foram tarifa de eletricidade residencial (-0,40% para 1,62%), mensalidade para TV por assinatura (de 0,66% para 0,84%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,79% para 1,02%).
Terceiro componente do IGP-10, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também recuou em agosto, passando de 1,50% para 1,43%. A taxa do grupo serviços recuou de 1,48% para 0,67%. O grupo mão-de-obra também apresentou decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 1,40%, em julho, para 0,77%, em agosto. Apenas o grupo materiais teve sua taxa de variação elevada, de 1,61%, no mês anterior, para 2,27%, nesta apuração.
Fonte;Globo.com
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